Educadores recebem prêmios e homenagens durante a Festa do Professor 2010
Na noite da última quinta-feira, 14, o Pavilhão do Anhembi virou palco da já tradicional
Festa do Professor, que este ano contou com a participação de 5 mil profissionais da
Rede Municipal de Ensino. A comemoração abriu as atividades do Mês da Educação,
uma iniciativa da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Educação,
que transformou o mês de outubro em uma grande homenagem da cidade aos educadores
com eventos dedicados a eles.
Foto: Lilian Borges
Muito esperada pelos educadores, pois marca a entrega dos prêmios Professor
Destaque e Professor Emérito de São Paulo, a festa começou ao som de um bom samba
com o show da Banda Mantiqueira e Fabiana Cozza, que, entre outros sucessos,
apresentaram Trem das Onze e Samba do Arnesto, ambas de Adoniran Barbosa, Com Que Roupa?, de Noel Rosa, eIncompatibilidade de Gênios, de João Bosco. Na sequência, os educadores assistiram a um vídeo comemorativo dos 75 da Educação Infantil na cidade e aplaudiram de pé os relatos que contaram um pouco da história do processo educativo dos pequenos paulistanos.
Com muito bom humor, o músico Derico – que conduziu o evento pelo terceiro ano
consecutivo – deu início à cerimônia de premiação e homenagens. “Não há lógica
matemática, nem fórmulas de física ou química que consigam definir com precisão a
grandeza do professor. Nem mesmo as lições de história ou os mapas de geografia
conseguem apontar a dimensão de sua importância”, leu, emocionado. “O professor
é mesmo incomparável, ele é o máximo! Não mede esforços para ensinar e dá tudo
de si para que o outro possa aprender”.
Foto: Lilian Borges
Os premiados de 2010: Fábio, Margarete, Miriam, Eugênica, Débora, Carlos e Ana Paula
Professor em Destaque – Premiando educadores que durante o ano de 2009
realizaram projetos e trabalhos diferenciados, inovadores e criativos, a categoria distribuiu
R$ 27 mil em prêmios. Este ano, o grande vencedor do prêmio Professor em Destaque foi
Fábio Bonvenuto, criador do projeto musical que possibilitou que alunos surdos da Escola Municipal de Educação Especial (EMEE) Madre Lucie Bray, na zona Norte, aprendessem
a tocar diferentes instrumentos de percussão. A Música do Silêncio rendeu a ele o prêmio
de R$ 10 mil. “Alguns colegas sugeriram que eu inscrevesse o projeto. Quando me
ligaram e informaram o resultado, eu tremi!”, conta.
Apesar de não ouvirem a melodia que produzem, esses alunos experimentam a música
vibrar das mãos aos pés. Em um círculo de percussão, eles juntam os diversos tipos de
tambores, como as congas, os atabaques, djembês, surdo e bateria. Além dos 60 alunos
surdos, 35 alunos ouvintes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Marechal
Rondon dão vida aos intrumentos de sopro, corda e metal fazendo o complemento da
banda. “A princípio a música é própria do ouvinte, mas tem dança para surdos, coral de
LIBRAS. O surdo pode usar a música como produto de outras artes e por que não
produzi-la?”, provoca Bonvenuto, que sonha um dia ver todos esses alunos incluídos